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Não tem o 9º ou 12º ano? Agora a sua experiencia conta

O Centro Novas Oportunidades (CNO) pretende constituir-se como uma porta de entrada para a qualificação escolar e profissional de todos aqueles que nos procuram, tendo como objectivo, diversificar respostas, flexibilizar os itinerários de formação e promover estratégias de encaminhamento, o que compreende as seguintes oportunidades:

  • Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, nível básico (9º ano) e  secundário (12º ano);
  • Encaminhamento para formação profissional;
  • Encaminhamento para modalidades especiais de conclusão do nível secundário de educação, para adultos que não concluíram planos de estudos já extintos ou em extinção (desde 1967), de acordo com o Decreto de Lei 357/2007.

 

O que é o processo de RVCC?

 

É um processo através do qual são reconhecidas as aprendizagens que os adultos desenvolvem ao longo da vida, nos vários contextos em que se inserem.

 

Aprendizagens que decorrem:

 

 a) experiência de vida;

 b) experiência profissional;

 c) acções de formação

 

Este processo permite a certificação escolar de nível básico (4º, 6º ou 9º ano de escolaridade) ou de nível secundário (12º ano de escolaridade).

 

A quem se destina?

Básico

Adultos com idade igual ou superior a 18 anos, com experiencia profissional, com escolaridade inferior ao 9º ano.

 

Secundário

Adultos com idade igual ou superior a 18 anos, com experiência profissional no mínimo de 3 anos.

 

Ensino Básico

Como funciona?

O processo passa por várias fases:

a) Fase de Diagnóstico

Compreende uma entrevista individual, esclarecimentos sobre o processo.

b) Fase de Reconhecimento de Competências

Nesta fase são realizadas várias sessões individuais e colectivas onde são trabalhados vários instrumentos, que irão permitir uma reflexão sobre a experiência de vida, com o objectivo de identificar e reconhecer as competências adquiridas. No decorrer destas sessões o adulto irá construir e desenvolver o seu Dossier Pessoal.

c) Formação Complementar

Áreas de competências-chave (Básico 4º, 6º e 9º ano)

- Linguagem e Comunicação (LC)

- Matemática para a Vida (MV)

- Cidadania e Empregabilidade (CE)

- Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

A formação complementar só se verifica quando identificada necessidade da mesma, poderá ser em todas as áreas de competências, ou só nas que forem identificadas

A formação complementar no total das áreas de competências-chave não poderá exceder o limite de 50h.

d) Validação de Competências

O acto formal de validação de competências, concretiza-se na avaliação, por parte do júri de validação, de todas as evidências apresentadas pelo adulto quer através do seu dossier pessoal, quer através de demonstração, sempre que o júri achar necessário.

Quem intervém no processo?

- Os candidatos aos processos de RVCC são acompanhados por uma equipa de profissionais que inclui os técnicos de RVC e os formadores.

- A equipa técnico-pedagógica trabalha com o candidato, no quadro de uma relação colaborativa.

- O papel da equipa é de suporte, sendo o candidato o verdadeiro protagonista de todo o processo.

Ensino Secundário

 

Como funciona?

O processo passa por várias fases:

a) Fase de diagnóstico

  • Compreende a apresentação da Iniciativa Novas Oportunidades e os vários itinerários possíveis de conclusão do secundário.
  • Entrevista individual e esclarecimentos sobre o processo.
  • Análise curricular.
  • Introdução ao Conceito de Portefólio Reflexivo de Aprendizagens.

b) Fase de Reconhecimento de Competências

Nesta fase são realizadas várias sessões individuais e colectivas, que irão permitir uma reflexão sobre a experiência de vida, com o objectivo de identificar e reconhecer as competências adquiridas.

  • Apresentação do Mapa de Competências
  • Descodificação do Referencial de Competência Elaboração da autobiografia nas componentes pessoal, social, escolar e profissional.
  • Estabelecer de forma negociada os conteúdos e documentos a inserir no portefólio.

 

Áreas de competências-chave (secundário)

- Sociedade, Tecnologia e Ciência (STC)

- Cultura, Linguagem e Comunicação (CLC)

- Cidadania e Profissionalidade (CP)

 

A formação complementar só se verifica quando identificada necessidade da mesma, poderá ser em todas as áreas de competências, ou só nas que forem identificadas

A formação complementar no total das áreas de competências-chave não poderá exceder o limite de 50h.

c) Validação de Competências

  • Confronto com o referencial de competências-chave, ou seja, relacionar as aprendizagens decorrentes da experiência com o Referencial de Competências.
  • Preparação da sessão de júri
  • Esta fase termina com o acto formal de validação de competências, concretiza-se na avaliação, por parte do júri de validação, de todas as evidências apresentadas pelo adulto.

 

O que é preciso para obter a certificação?

Para obter a certificação terão que lhe ser reconhecidas/ validadas 44 competências mínimas, equivalentes a 44 créditos, distribuídos pelas 3 áreas: 16 em Cidadania e Profissionalidade; 14 em Sociedade, Tecnologia e Ciência e em Cultura, Língua e Comunicação.

 

Quem intervém no processo?

Os candidatos aos processos de RVCC são acompanhados por uma equipa de profissionais que inclui os técnicos de RVC e os formadores;

A equipa técnico-pedagógica trabalha com o candidato, no quadro de uma relação colaborativa;

- O papel da equipa é de suporte, sendo o candidato o verdadeiro protagonista de todo o processo.

 

O que é um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens (PRA)?

É um guia para o reconhecimento dos saberes adquiridos ao longo da vida.

O reconhecimento dos saberes adquiridos é um processo que começa pelo reconhecimento do próprio e só depois surge o reconhecimento da equipa técnica.

É um instrumento de auto-formação, auto-avaliação e de auto-orientação.

O PRA deverá conter a sua autobiografia e os documentos e elementos que possam comprovar as várias experiências pessoais e profissionais que ocorreram ao longo da vida.

No PRA deverá ficar expresso o inventário das aprendizagens efectuadas a partir das diferentes experiências pessoais, profissionais, familiares, escolares e formativas. Estas aprendizagens deverão integrar a autobiografia.

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